A crise institucional em São Paulo ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (21/07). A bancada do PSOL na Assembleia Legislativa protocolou um novo pedido de impeachment contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), desta vez com base em ações que, segundo o partido, configuram crime de responsabilidade e atentado à soberania nacional.
De acordo com o documento, Tarcísio teria violado a Constituição ao apoiar publicamente os ataques do governo Trump contra o Brasil, além de interferir em favor da liberação do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe de Estado. O gesto, segundo os deputados do PSOL, teria como objetivo facilitar a possível fuga do ex-mandatário.
“Estamos diante de um governador que age contra os interesses do povo brasileiro, flertando com a quebra da ordem institucional e se aliando a movimentos antidemocráticos internacionais”, afirmou a deputada estadual Monica Seixas (PSOL), uma das signatárias do pedido.
O caso tensiona ainda mais o ambiente político na Alesp, onde o presidente da Casa, André do Prado (PL), aliado de Tarcísio, pode barrar o avanço do processo. Ainda assim, a iniciativa tem forte peso simbólico, especialmente em meio à crescente pressão de setores da sociedade civil contra alianças que desrespeitam decisões do Judiciário.



