Parlamentares, em maioria da oposição, participaram de ocupação de 30 horas do plenário; deputada do PT é acusada de agressão.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Corregedoria da Casa os pedidos de afastamento temporário — por até seis meses — de 15 parlamentares envolvidos em episódios recentes no plenário. A decisão foi tomada após o protesto que ocupou a Mesa Diretora por cerca de 30 horas, interrompendo os trabalhos legislativos, e após a acusação de agressão contra um deputado.
Os pedidos serão analisados pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Caso aprovados, resultarão na suspensão temporária dos mandatos.
Entre os citados, 14 são de partidos da oposição — em maioria do Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do Novo — que participaram da ocupação:
• Marcos Pollon (PL-MS)
• Zé Trovão (PL-SC)
• Júlia Zanatta (PL-SC)
• Marcel van Hattem (Novo-RS)
• Paulo Bilynskyj (PL-SP)
• Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
• Nikolas Ferreira (PL-MG)
• Zucco (PL-RS)
• Allan Garcês (PL-TO)
• Caroline de Toni (PL-SC)
• Marco Feliciano (PL-SP)
• Bia Kicis (PL-DF)
• Domingos Sávio (PL-MG)
• Carlos Jordy (PL-RJ)
Também foi incluída a deputada Camila Jara (PT-MS), acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante o tumulto.
A Corregedoria da Câmara será responsável por instruir os processos antes que o Conselho de Ética delibere sobre as possíveis penalidades. O episódio evidencia o agravamento da tensão política no Legislativo e a escalada de confrontos entre base e oposição.



