O morador da casa onde ocorreu a explosão na noite de quinta-feira (13/11), no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, já havia sido investigado pela Polícia Civil por envolvimento com balões e fogos de artifício. Adir de Oliveira Mariano, de 46 anos, foi acusado em 2011 de integrar um grupo de baloeiros em São José dos Campos, no interior paulista, mas acabou absolvido em 2015.
A Polícia Técnico-Científica analisa um corpo encontrado carbonizado dentro do imóvel, localizado na Rua Francisco Bueno, para confirmar se a vítima é Adir. A esposa dele sobreviveu porque estava no shopping no momento da explosão. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) ainda não foi concluído.
O imóvel ficou completamente destruído. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o local armazenava fogos de artifício de forma irregular. Adir aparece como investigado no inquérito que apura as causas da explosão e eventuais responsabilidades.
A principal suspeita da Polícia Civil é que esses fogos tenham provocado a explosão que deixou dez pessoas feridas — todas passavam de carro pelo local e não correm risco de morte. Os veículos foram danificados pelo deslocamento de ar, assim como janelas de casas vizinhas, que tiveram os vidros quebrados. Câmeras de segurança registraram o momento da explosão.
A Defesa Civil interditou 23 residências e algumas famílias passaram a noite na calçada com medo de saques.
Histórico de investigação
Em 2011, Adir e outras cinco pessoas foram detidas após a queda de um balão em São José dos Campos. Uma das pessoas usava camiseta de um grupo de baloeiros. Todos negaram envolvimento e alegaram apenas ter seguido o balão. Em 2015, a Justiça absolveu o grupo por falta de provas.
A prática de soltar balões é crime ambiental devido ao risco de incêndios, com pena de um a três anos de detenção e multa.
A informação de que Adir residia na casa foi confirmada pela Polícia Civil e pela advogada do irmão dele.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a dinâmica da explosão e determinar possíveis responsabilidades.



