A Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi das Cruzes descobriu, na manhã desta segunda-feira (24/11), um frigorífico clandestino em pleno funcionamento no distrito de Jundiapeba. O local abrigava animais vivos à espera de abate, além de carcaças e resíduos espalhados pelo chão, em condições totalmente inadequadas e sem qualquer controle sanitário.
A ocorrência começou após a denúncia de um morador, que suspeitou de um possível furto no imóvel. Ao chegar ao endereço indicado, a equipe localizou grande quantidade de sangue na entrada e, no interior, encontrou um cenário que confirmou a irregularidade: restos de animais abatidos, equipamentos improvisados e um criadouro com pombos, galinhas e bodes — todos mantidos de forma irregular em área urbana.
Durante a ação, uma advogada que se identificou como representante do estabelecimento informou que as carnes produzidas no local eram vendidas para açougues da região, mas não detalhou para quais comércios o produto era destinado. Um homem que estava no imóvel foi detido e encaminhado ao Distrito Policial para prestar depoimento. O caso será investigado pela Polícia Civil e também pela Delegacia de Investigações sobre Crimes Contra o Meio Ambiente (DICMA).

Fiscalização interdita o local e apreende produtos
Após a constatação das irregularidades, a GCM acionou o Departamento de Fiscalização de Posturas, que autuou os responsáveis e determinou a paralisação imediata das atividades. O setor apontou ausência de licenciamento, criação irregular de animais de abate dentro da área urbana e desrespeito às normas sanitárias.
Técnicos da Vigilância Sanitária também foram ao local e registraram múltiplas infrações. Em relatório, confirmaram que o abate e a manipulação de carnes aconteciam sem autorização, em ambiente insalubre e com estrutura totalmente inadequada para qualquer atividade relacionada à produção de alimentos. Os profissionais determinaram a inutilização de todos os produtos e resíduos encontrados, para proteger a saúde pública.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) aplicou autuação referente à presença de vetores e à criação irregular de animais na área, reforçando o risco sanitário representado pelo funcionamento do frigorífico.
Caso segue sob investigação
O responsável que estava no imóvel foi conduzido ao Distrito Policial, onde o boletim de ocorrência foi registrado. A investigação prossegue para identificar o envolvimento de outras pessoas e rastrear o destino das carnes comercializadas.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes reforçou, em nota, que práticas desse tipo colocam a população em risco e violam legislações sanitária, ambiental e urbana. As equipes de fiscalização afirmam que novas operações seguirão sendo realizadas para coibir atividades clandestinas que possam ameaçar a saúde e a segurança da população.



