O Governo do Estado de São Paulo inaugura nesta segunda-feira (22/12) o primeiro trecho do Rodoanel Norte, obra estratégica para a mobilidade da Região Metropolitana. A nova via foi planejada para redirecionar o tráfego pesado, reduzir congestionamentos e desafogar corredores urbanos, especialmente a Marginal Tietê.
Com a ligação entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, o Rodoanel Norte permitirá que caminhões e carretas deixem de atravessar áreas densamente urbanizadas da capital. A estimativa é de que cerca de 40 mil veículos deixem de circular diariamente pelas vias da cidade, incluindo aproximadamente 10 mil caminhões, o que deve melhorar a fluidez do trânsito e aumentar a segurança viária.
O Trecho 1 do Rodoanel Norte tem 24 quilômetros de extensão, entre os quilômetros 129 e 153, com pistas duplas e três faixas de rolamento em cada sentido. O conjunto de obras inclui quatro túneis, que somam dois quilômetros, além de viadutos e dispositivos de acesso. As intervenções foram retomadas em abril de 2024, após seis anos de paralisação, e tiveram avanço mais rápido que o previsto, com entrega cerca de seis meses antes do cronograma inicial.
Segundo especialistas, a rodovia terá impacto direto na mobilidade regional. Para o engenheiro Antonio Israel Neto, a retomada da obra foi fundamental. “Uma obra desse porte não podia continuar parada. É importante ver esse investimento sendo concluído e gerando benefícios reais para o estado”, afirmou.
As obras seguem em andamento no Trecho 2, que vai estender o Rodoanel até a avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na zona norte da capital, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2026. Quando finalizado, o Rodoanel Norte terá 44 quilômetros de extensão, passando por São Paulo, Guarulhos e Arujá. Atualmente, o Trecho 2 está com cerca de 30% de execução e deve gerar aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos ao longo das obras.
Além dos ganhos para o trânsito urbano, o Rodoanel Norte terá papel logístico relevante. A nova ligação facilitará o escoamento de cargas entre o Porto de Santos e a rodovia Fernão Dias, ampliando a integração entre São Paulo, Minas Gerais e o Nordeste. A expectativa é de fortalecimento do transporte de mercadorias, aumento da competitividade logística e impacto positivo na economia da Baixada Santista e do estado como um todo.



