Um guarda civil municipal (GCM) de Mogi das Cruzes foi assassinado na noite desta quarta-feira (24/12), em Arujá, na Região Metropolitana de São Paulo. O principal suspeito do crime é o então secretário municipal adjunto de Segurança de Arujá, Uelton de Souza Almeida, que foi exonerado do cargo após o ocorrido.
A vítima foi identificada como Nelson Caetano de Lima Neto, de 37 anos. De acordo com o boletim de ocorrência, o homicídio aconteceu na residência onde Uelton morava com a ex-esposa, no bairro Jardim Arujá. Apesar de separados há cinco anos, os dois ainda residiam no mesmo imóvel, ocupando áreas distintas da casa.
Segundo o registro policial, o próprio Uelton acionou a Guarda Civil Municipal de Arujá alegando que sua residência havia sido invadida. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a ex-esposa do suspeito abalada. Ela informou que Nelson foi atingido por disparos efetuados pelo ex-marido.
Ainda conforme o relato da mulher à polícia, não houve discussão antes do crime. Ela afirmou que Uelton sacou a arma de forma repentina e efetuou os disparos na cozinha da parte inferior da residência, espaço ocupado por ela. Durante as buscas realizadas pelos guardas, nenhum invasor foi localizado.

O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Arujá. A Polícia Civil solicitou perícia no local e exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML). Uelton de Souza Almeida é investigado e o g1 informou que tenta localizar a defesa do suspeito.
Trajetória política e exoneração
Uelton de Souza Almeida foi vereador em Arujá até o início deste ano. Filiado ao União Brasil, ele foi o segundo parlamentar mais votado da história do município. Em fevereiro, licenciou-se do cargo no Legislativo para assumir a função de secretário adjunto na Secretaria Municipal de Segurança.
Em nota, a Prefeitura de Arujá informou que Uelton foi exonerado do cargo de secretário adjunto e suspenso de suas funções como GCM, seu cargo de origem, até decisão judicial sobre o caso. A administração municipal afirmou ainda que irá colaborar com as investigações. A Câmara Municipal deverá deliberar sobre a situação do mandato parlamentar.



