O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (14/01), a suspensão temporária da emissão de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida foi confirmada pelo Departamento de Estado dos EUA e deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro, sem prazo definido para encerramento.
De acordo com o governo norte-americano, a suspensão não atinge os vistos de não imigrantes, como os de turismo e negócios. A informação foi divulgada inicialmente pela Associated Press e reforçada pela emissora Fox News, que teve acesso a um memorando interno do Departamento de Estado.
Em comunicado publicado na rede social X, o Departamento de Estado afirmou que a decisão tem como objetivo revisar os critérios atuais de concessão de vistos. Segundo o texto, a pausa se aplica a países cujos imigrantes “frequentemente se tornam um encargo público” ao chegar aos Estados Unidos, por meio do acesso a benefícios sociais considerados excessivos pelo governo.
Ainda segundo o memorando citado pela Fox News, além do Brasil, a lista inclui países como Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia. A relação completa das nações afetadas, no entanto, ainda não foi oficialmente divulgada pelas autoridades americanas.
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla da política migratória do presidente Donald Trump, que vem reforçando restrições à imigração legal e irregular. Analistas apontam que a suspensão temporária permitirá ao governo reavaliar exigências econômicas, sociais e de saúde dos solicitantes de visto.
O memorando também menciona a possibilidade de restrições adicionais, que podem afetar pessoas mais velhas ou com sobrepeso. Em novembro do ano passado, a Associated Press já havia noticiado que o governo estudava diretrizes para limitar a entrada de estrangeiros com determinadas condições de saúde, como obesidade e doenças crônicas.
No caso dos vistos de estudantes, permanecem em vigor exigências adotadas em 2025, como a liberação de acesso a perfis em redes sociais para análise do governo norte-americano. O objetivo, segundo Washington, é identificar conteúdos considerados hostis aos Estados Unidos, às suas instituições ou aos seus valores fundamentais.
A nova política está alinhada à estratégia de defesa e política externa divulgada pela administração Trump em dezembro de 2025, que prevê o endurecimento das regras migratórias ao longo de 2026. Especialistas em imigração avaliam que o congelamento pode gerar impacto significativo para quem planeja residir legalmente nos Estados Unidos nos próximos meses.



