O Ministério Público de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação TAC para apurar a atuação de uma organização criminosa suspeita de atuar na Prefeitura e na Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos. Entre os investigados estão o vice-prefeito Daniel Balke, o vereador Ewerton de Lissa Souza, secretários municipais e um ex-vereador apontado como articulador do esquema.
Segundo o MP, o grupo teria atuado para extinguir uma dívida ambiental superior a R$ 24 milhões da empresa PAP S.A. em troca de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. As investigações indicam a participação de servidores de alto escalão na elaboração de aditivos contratuais e pareceres jurídicos que permitiram a suspensão da cobrança, além da suposta utilização de empresas para emissão de notas fiscais fraudulentas com o objetivo de ocultar o pagamento de propina.

A Justiça determinou o afastamento do vereador e de três secretários municipais por 180 dias, além do bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências e gabinetes dos alvos.
Em nota, a Prefeitura informou que colabora com as autoridades e afirmou não compactuar com práticas que violem os princípios da administração pública. A Câmara Municipal confirmou a presença do GAECO no Legislativo e o afastamento do vereador investigado. Até o momento, os citados não se manifestaram publicamente.
A apuração segue sob responsabilidade do GAECO, e novas medidas não estão descartadas.



