A eleição do Sindicato do Papel, Papelão e Cortiça de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos foi levada à Polícia Civil após o registro de um boletim de ocorrência na sexta-feira (30/01). O documento foi formalizado na Delegacia Eletrônica e classificado, inicialmente, como ocorrência de natureza não criminal.
De acordo com o boletim, Marciel dos Santos Bispo, associado e candidato à presidência da entidade, compareceu à sede do sindicato com o objetivo de registrar sua chapa para o pleito, conforme edital de convocação eleitoral publicado em 27 de janeiro de 2026 no jornal O Estado de S. Paulo, que estabelece prazo de três dias para a inscrição das chapas.
Ainda segundo o registro policial, ao apresentar a documentação necessária, Marciel foi informado pela secretária do sindicato, Aparecida Socorro Rodrigues Teixeira, conhecida como “Carla”, de que os documentos não poderiam ser protocolados. Conforme o relato, após contato telefônico com o atual presidente da entidade, Márcio Bob, a secretária comunicou que o prazo para inscrição teria se encerrado no dia 29 de janeiro.

No boletim, o candidato relata que tomou conhecimento da publicação do edital apenas na noite do dia 29 e que, diante da recusa em receber a documentação, decidiu registrar a ocorrência para preservar seus direitos e garantir prova temporal dos fatos.

O boletim destaca que o registro foi feito a título não criminal, sem prejuízo de posterior avaliação jurídica, caso os fatos venham a ser melhor apurados. O declarante foi orientado quanto à possibilidade de buscar esclarecimentos junto à autoridade policial e de acionar as vias judiciais na esfera cível.

Até o momento, não há manifestação oficial da presidência do sindicato sobre o caso.



