O ministro Dias Toffoli deixou nesta quinta-feira (12/02) a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após reunião reservada entre os integrantes da Corte, em meio ao avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF).
Segundo nota oficial do STF, o pedido de redistribuição partiu do próprio ministro, “considerados os altos interesses institucionais”. O tribunal ressaltou que não há fundamento jurídico para arguição de suspeição contra Toffoli, reconheceu a validade de todos os atos praticados por ele no processo e manifestou apoio pessoal ao magistrado.
A movimentação ocorre após a PF encaminhar ao Supremo um relatório com informações extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso. O documento foi apresentado aos ministros pelo presidente da Corte, Edson Fachin, durante o encontro.
Nos bastidores, integrantes do tribunal relataram que a reunião teve momentos de tensão. Toffoli teria reafirmado que não cometeu qualquer irregularidade na condução do inquérito e que sua atuação sempre observou os limites legais. Ainda assim, optou por deixar a relatoria como gesto institucional, diante da repercussão pública do caso.
A redistribuição do processo deve ocorrer nos próximos dias, conforme as regras internas do STF. O novo relator ficará responsável por conduzir as investigações e analisar eventuais desdobramentos envolvendo o Banco Master.
O episódio reforça o ambiente de cautela no Supremo diante de investigações sensíveis e amplia a atenção sobre os próximos passos da apuração, que pode trazer impactos jurídicos e políticos relevantes.



