O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (28/02) que há indícios de que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, tenha morrido após um ataque militar realizado por forças israelenses com apoio dos Estados Unidos contra alvos estratégicos em Teerã e outras cidades iranianas. O governo do Irã, no entanto, nega a informação e afirma que o aiatolá está “bem e seguro”.
A declaração foi feita durante pronunciamento oficial, no qual Netanyahu afirmou que o complexo utilizado por Khamenei foi destruído durante a ofensiva. Segundo o premiê israelense, existem elementos que indicam que o líder iraniano “provavelmente não sobreviveu” ao ataque.
De acordo com a agência Reuters, uma autoridade israelense, sob condição de anonimato, declarou que o corpo do aiatolá teria sido localizado após a operação. Até o momento, porém, não há confirmação independente da morte, e autoridades iranianas classificaram as informações como parte de uma “guerra psicológica”.
Ataque amplia tensão no Oriente Médio
A ofensiva militar conjunta entre Israel e Estados Unidos atingiu instalações militares, centros estratégicos e áreas próximas ao palácio presidencial iraniano. Explosões foram registradas em diversas cidades, incluindo a capital Teerã, além de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
Segundo dados divulgados pela imprensa iraniana com base na rede humanitária Crescente Vermelho, os ataques deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos. Entre as vítimas estariam comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades ligadas ao programa nuclear do país.
Fontes internacionais também apontam a morte do ministro da Defesa iraniano, Amir Nasirzadeh, e do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, embora o governo do Irã ainda não tenha confirmado oficialmente todas as baixas.
Um dos episódios mais graves ocorreu no sul do país, onde uma escola feminina foi atingida, resultando na morte de 85 pessoas, segundo a imprensa estatal iraniana.
Retaliação iraniana e risco de escalada
Em resposta imediata, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Sirenes de alerta foram acionadas em cidades israelenses, enquanto explosões também foram registradas em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Emirados Árabes Unidos — regiões que abrigam instalações militares dos EUA.
Autoridades americanas informaram que não houve militares dos Estados Unidos feridos e que os danos às bases foram considerados mínimos.
Nos Emirados Árabes Unidos, sistemas de defesa interceptaram parte dos projéteis, mas uma pessoa morreu em Abu Dhabi após impacto de míssil. Na Síria, quatro mortes foram registradas após um ataque atingir um prédio residencial.
Impactos globais imediatos
A escalada do conflito provocou efeitos diretos na segurança internacional e na economia mundial. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do planeta, elevando o alerta nos mercados energéticos.
Companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio e aeroportos estratégicos, como o de Dubai, interromperam operações. Dois voos que partiram de São Paulo com destino à região precisaram retornar por questões de segurança.
Durante o pronunciamento, Netanyahu também fez um apelo direto à população iraniana para que proteste contra o regime, afirmando que o momento representa uma “oportunidade histórica” de mudança política no país.
Situação segue indefinida
Até a última atualização, o paradeiro oficial de Ali Khamenei não havia sido confirmado publicamente pelo governo iraniano, aumentando a incerteza internacional sobre o real impacto do ataque.
Analistas avaliam que, caso a morte do líder supremo seja confirmada, o episódio poderá representar um dos momentos mais críticos da geopolítica mundial nas últimas décadas, com potencial de ampliar o conflito para toda a região do Oriente Médio.



