A morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, nesta sexta-feira (17), marca o fim de uma das trajetórias mais emblemáticas do esporte nacional. O ex-jogador passou mal em casa, em Santana do Parnaíba, e foi levado ao hospital já em parada cardiorrespiratória. Ele não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar construiu uma carreira que ultrapassou as quadras e ajudou a transformar o basquete em um dos esportes mais populares do país. Nascido em Natal (RN), ele se tornou referência mundial ao disputar cinco edições dos Jogos Olímpicos, entre 1980 e 1996, e alcançar a marca histórica de 1.093 pontos, tornando-se o maior cestinha da história olímpica.

O ex-atleta também integrou o Hall da Fama da FIBA e da NBA, mesmo sem ter atuado na liga norte-americana. No Brasil, foi recentemente homenageado com a inclusão no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, em cerimônia realizada no último dia 8 de abril, no Rio de Janeiro.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou um tumor cerebral, diagnosticado em 2011. A família destacou, em nota, a forma como ele conduziu esse período, com coragem, dignidade e forte apego à vida, tornando-se exemplo de superação dentro e fora do esporte.
Ídolo de gerações, o camisa 14 da seleção brasileira deixa a esposa e dois filhos. O velório e o enterro serão restritos à família e amigos, em respeito ao desejo de privacidade neste momento.

O legado de Oscar Schmidt permanece como símbolo de talento, disciplina e paixão pelo esporte. Sua história segue viva na memória do país e na formação de novos atletas que encontraram nele inspiração para ir além.



