O Brasil registra aumento expressivo nos casos graves de gripe em 2026, com impacto direto nas internações hospitalares e no número de mortes. Dados do Ministério da Saúde apontam que, até 18 de abril, foram contabilizadas 4.658 internações por infecções causadas pelo vírus influenza e 285 óbitos em todo o país.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 2.414 internações e 259 mortes, o crescimento chama atenção: alta de 92,9% nos casos que evoluíram para quadros graves e aumento de 10,03% no número de óbitos. O cenário reforça a pressão sobre o sistema de saúde e acende o alerta para a prevenção.
Entre os casos registrados, um episódio específico gerou comoção. Um adolescente de 13 anos morreu em Sorocaba, no interior de São Paulo, após complicações da gripe. Segundo informações da prefeitura, ele não apresentava comorbidades e não havia sido vacinado, mesmo com a imunização disponível para toda a população acima de seis meses.
Especialistas destacam que a gripe pode evoluir rapidamente, principalmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa, mas também pode atingir de forma grave indivíduos sem histórico de doenças. A vacinação segue como principal medida de proteção, capaz de reduzir internações e mortes.

Além da vacina, autoridades de saúde reforçam orientações básicas, como higienização frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas gripais e atenção aos sinais de agravamento, como falta de ar e febre persistente.
Com a chegada das temperaturas mais baixas, período de maior circulação do vírus, a expectativa é de aumento na demanda por atendimentos. A recomendação é clara: manter a vacinação em dia e não subestimar a gripe.



