Operação contra esquema do PCC atinge Grande SP, litoral e tem ação em Mogi das Cruzes

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta segunda-feira (27/04) revelou detalhes de um esquema investigado por tentar inserir o Primeiro Comando da Capital (PCC) em campanhas eleitorais e estruturas do poder público em cidades da Grande São Paulo e do litoral paulista, com desdobramento em Mogi das Cruzes. A ação, denominada Operação Contaminatio, foi conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) do município.

Quatro pessoas foram presas durante a operação. Entre elas estão Joel Ferreira de Souza e Thiago Rocha de Paula, que já exerceu mandato como suplente de vereador em Santo André por um período de 20 dias em 2022. Outros dois investigados tiveram os nomes preservados. Um quinto envolvido, apontado como responsável por uma fintech ligada ao esquema, já havia sido detido anteriormente.

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava na articulação política, no financiamento de campanhas e na movimentação de recursos com indícios de origem ilícita. A investigação aponta que a organização buscava criar um núcleo político próprio dentro de administrações municipais.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Fabricio Intelizano, um dos focos do grupo era lançar candidatos e inserir aliados como servidores comissionados em prefeituras, com o objetivo de ampliar influência sobre a máquina pública.

Outro eixo do esquema envolve a criação de uma fintech, utilizada como banco digital para movimentar recursos. A suspeita é de que a estrutura seria usada para lavagem de dinheiro e também como porta de entrada para assumir a gestão de receitas municipais, como tributos e taxas.

A investigação indica que havia interesse em administrar esses valores diretamente, o que poderia gerar vantagens financeiras para a organização criminosa.

Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, entre eles um BYD Song Plus, um Toyota SW4 e um Lexus NX, além de equipamentos eletrônicos que serão analisados para aprofundar as investigações.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 513,6 milhões em bens e contas bancárias dos investigados. O valor está relacionado à movimentação financeira atribuída ao grupo.

A Operação Contaminatio é um desdobramento da Operação Decurio, realizada em agosto de 2024, quando surgiram os primeiros indícios da tentativa de infiltração da facção em processos eleitorais e estruturas públicas.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance da atuação do grupo nas administrações municipais.

A Câmara Municipal de Santo André informou, em nota, que Thiago Rocha de Paula não possui vínculo atual com o Legislativo e que, durante o período em que exerceu o mandato, não participou de processos administrativos ou decisões estratégicas.

A Polícia Civil destaca que os investigados ainda não apresentaram defesa até o momento.

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