A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes deflagrou a operação “Contaminatio” e prendeu temporariamente seis suspeitos de envolvimento com o crime organizado na segunda-feira (27/04). Entre eles está um ex-funcionário da Prefeitura de Mogi, identificado como Thiago Rocha de Paula, que também já atuou como suplente de vereador em Santo André.
De acordo com as investigações, o suspeito é apontado como integrante de um suposto “núcleo político” ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A polícia agora concentra esforços na análise de materiais apreendidos durante a operação para entender o nível de participação de cada investigado e verificar se houve algum tipo de irregularidade no período em que ele trabalhou no serviço público municipal.
Segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes, Thiago Rocha de Paula foi contratado durante a gestão do ex-prefeito Caio Cunha (Podemos) e atuou no município entre janeiro e agosto de 2023.
O delegado Fabrício Intelizano, titular da Dise, afirmou que a investigação entra agora em uma fase detalhada de análise de documentos e conteúdos coletados. O objetivo é esclarecer quais funções o investigado exerceu, se houve influência ou articulação política e se há conexão entre a atuação dele no poder público e as suspeitas levantadas pela polícia.
Posicionamento do ex-prefeito
Em manifestação nas redes sociais, o ex-prefeito Caio Cunha declarou que Thiago trabalhou por poucos meses na administração municipal e ressaltou que considera inadequado vincular a gestão pública a eventuais condutas individuais de servidores.
Segundo ele, “é leviano associar a imagem de um gestor público a qualquer problema pessoal de um funcionário”. Caio Cunha também afirmou que, caso houvesse qualquer indício de irregularidade à época da contratação, o investigado não teria sido admitido.
O ex-prefeito acrescentou ainda que não mantém qualquer vínculo de amizade, familiar ou partidário com Thiago Rocha de Paula.
Investigação segue em andamento
A operação “Contaminatio” faz parte de uma ofensiva mais ampla das forças de segurança para combater a atuação do crime organizado na região do Alto Tietê e possíveis conexões com estruturas políticas. Até o momento, as prisões são temporárias e o caso segue sob investigação.
A Polícia Civil não descarta novas fases da operação



