Juíza morre após complicações em procedimento de fertilização em clínica de Mogi e polícia investiga o caso

A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, após um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida de Mogi das Cruzes, provocou grande repercussão no meio jurídico e levantou questionamentos sobre o atendimento prestado à magistrada. O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental.

Mariana sofreu uma hemorragia após passar pela coleta de óvulos na Clínica Invitro Reprodução Assistida, na manhã de segunda-feira (4/05). Segundo o boletim de ocorrência e relatos da família, a juíza recebeu alta após o procedimento, mas começou a sentir dores intensas pouco tempo depois de retornar para casa.

A mãe da magistrada, Marilza Francisco, afirmou que a filha gritava de dor e apresentava sensação de frio. Após contato com a clínica, ela foi orientada a retornar imediatamente ao local. Ao chegar à unidade, Mariana percebeu um forte sangramento vaginal.

De acordo com a família, a equipe médica identificou uma hemorragia e realizou procedimentos emergenciais ainda na clínica para tentar conter o sangramento. A mãe relatou que os médicos teriam informado o rompimento de uma artéria na região do colo do útero durante o procedimento. Ainda segundo Marilza, a filha perdeu cerca de dois litros de sangue.

A juíza foi levada posteriormente para o Hospital e Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada na tarde de segunda-feira com quadro de hemorragia aguda. Segundo a unidade hospitalar, Mariana foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), recebendo atendimento emergencial e acompanhamento médico intensivo.

Na terça-feira (5), Mariana passou por uma cirurgia após agravamento do quadro clínico. Durante a madrugada de quarta-feira (6), ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e morreu às 6h03.

Em depoimento emocionante, a mãe da magistrada afirmou: “Eu levei minha filha na clínica e a tirei do hospital morta”.

A Polícia Civil investiga agora se a morte ocorreu em decorrência de uma complicação médica considerada possível no procedimento de fertilização ou se houve eventual falha no atendimento prestado à paciente desde o início da intercorrência até a transferência hospitalar.

A Clínica Invitro Reprodução Assistida informou, em nota, que adotou imediatamente todos os protocolos técnicos necessários desde os primeiros sinais de complicação e afirmou que Mariana foi encaminhada ao hospital com acompanhamento da equipe médica responsável.

A clínica ressaltou ainda que procedimentos cirúrgicos e médicos possuem riscos inerentes, mesmo quando realizados dentro dos protocolos e com estrutura adequada. A unidade informou que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento do caso.

O Hospital e Maternidade Mogi Mater também divulgou nota afirmando que todas as medidas médicas e assistenciais cabíveis foram adotadas desde a admissão da paciente, incluindo internação em UTI, cirurgia e suporte intensivo.

Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana Francisco Ferreira tomou posse como juíza no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Ela atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou oficialmente a morte da magistrada e decretou luto oficial de três dias. Em nota, o órgão destacou o comprometimento, o zelo profissional e a dedicação de Mariana na condução dos processos judiciais.

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) também manifestou pesar pela morte precoce da magistrada, prestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão.

Segundo a família, Mariana sonhava em ser mãe no futuro e decidiu congelar óvulos como forma de preservar a possibilidade da maternidade nos próximos anos.

O velório está previsto para esta quinta-feira (7/05), às 17 horas, na Primeira Igreja Batista de Mogi das Cruzes. O sepultamento será realizado nesta sexta-feira (8/05), às 9 horas, no Cemitério da Saudade.

NOTA OFICIAL

O Hospital e Maternidade Mogi-Mater informa que a paciente deu entrada na unidade na tarde de segunda-feira (04), acompanhada da mãe que a levou por meios próprios, apresentando quadro de hemorragia aguda. Diante da gravidade do caso, ela foi prontamente atendida pela equipe do Pronto-Socorro e encaminhada imediatamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Desde a admissão, todas as medidas médicas e assistenciais cabíveis foram adotadas de forma incansável pelas equipes multiprofissionais, com o objetivo de estabilizar o quadro clínico da paciente. Como ela não havia realizado nenhum procedimento anterior no hospital, o médico responsável pela clínica foi acionado para acompanhar o caso e assim o fez, incluindo no procedimento cirúrgico que aconteceu na terça-feira (05).

Porém, apesar de todos os esforços empregados pela equipe hospitalar, infelizmente ela veio a óbito no dia seguinte. O Hospital e Maternidade Mogi-Mater se solidariza profundamente com os familiares e amigos neste momento de dor e luto.

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