Juliano Botelho se despede da Câmara de Mogi após perder o mandato

Decisão da Justiça Eleitoral anulou os votos recebidos pelo PSB nas eleições de 2024. Vereador não foi declarado inelegível e deixou o Legislativo após a retotalização dos votos.

O vereador Juliano Malaquias Botelho despediu-se da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes durante a sessão ordinária desta terça-feira, 4 de agosto. Em seu último pronunciamento na tribuna, agradeceu aos eleitores, aos servidores da Casa de Leis, aos demais parlamentares e às pessoas que acompanharam seu trabalho no Legislativo mogiano.

A saída ocorreu após uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o TRE-SP, que reconheceu fraude à cota de gênero na chapa do PSB nas eleições municipais de 2024. Juliano havia sido eleito pelo partido.

O processo foi apresentado pelo Ministério Público Eleitoral. Segundo o TRE-SP, o PSB registrou 24 candidaturas para vereador em Mogi das Cruzes, sendo 16 homens e oito mulheres. A investigação apontou que a candidatura de Talita Cristine Pereira da Silva teria sido lançada apenas para atender formalmente ao percentual mínimo de candidaturas femininas previsto na legislação.

A candidata recebeu dois votos, apresentou prestação de contas sem movimentação financeira e, conforme o processo, não realizou atos efetivos de campanha. O Ministério Público Eleitoral também destacou a renúncia da candidata Silvana Macedo, que não foi substituída pelo partido, embora ainda houvesse prazo para a mudança.

Com a retirada dessas duas candidaturas do cálculo, a chapa deixou de cumprir a exigência legal de reservar pelo menos 30% das candidaturas proporcionais para cada gênero. O TRE-SP, então, cassou o Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários, conhecido como Drap, e anulou todos os votos recebidos pelo PSB para vereador em Mogi das Cruzes. A decisão foi unânime.

Juliano não foi declarado inelegível

A decisão atingiu o mandato de Juliano Botelho como consequência da anulação dos votos da chapa partidária. A Justiça Eleitoral não declarou o parlamentar inelegível e não apontou participação direta dele na irregularidade.

A sanção de inelegibilidade por oito anos, contados a partir das eleições de 2024, foi aplicada à candidata Talita Cristine Pereira da Silva, identificada no processo como responsável pela candidatura considerada fictícia.

Depois da decisão, a Justiça Eleitoral realizou a retotalização dos votos e refez os cálculos dos quocientes eleitoral e partidário. Com o novo resultado, José Maurício da Silva, conhecido como Fio da Vila Jóia, do Solidariedade, foi declarado eleito para ocupar a vaga.

Fio tomou posse na sessão ordinária desta quarta-feira, 5 de agosto, alterando oficialmente a composição da Câmara Municipal.

O processo referente ao caso de Mogi das Cruzes é o de número 0600538-32.2024.6.26.0074. A defesa de Juliano ainda pode buscar a revisão da decisão no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.

Edit Template

Sobre

Fique por dentro das entrevistas exclusivas com os principais nomes em alta. Acesse agora e descubra o que está bombando no cenário atual!

Posts Recentes

  • All Post
  • Educação e Cultura
  • Eleições 2026
  • Emprego & Relações do Trabalho
  • Esporte
  • Meio Ambiente
  • Mundo Animal
  • Negócios
  • Obras
  • Outros
  • Política
  • Programa da Marilei
  • Saúde & Bem-estar
  • Segurança
  • Shows e Eventos
  • Tecnologia & Inovação
  • Utilidade Pública

© 2025 Criado por Consultigs Company