Um homem de 41 anos foi levado para prestar depoimento no sábado (15/08), em Juiz de Fora, Minas Gerais, após publicar nas redes sociais uma suposta ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
A mensagem foi publicada em um comentário sobre a visita de Flávio à cidade, prevista para esta segunda-feira (17/08), No texto, o homem escreveu “dessa vez deixa cmg”, abreviação de “dessa vez deixa comigo”, acompanhada de emojis de faca.
A publicação foi identificada pela Sala de Situação de Inteligência da Polícia Legislativa do Senado durante o monitoramento de riscos envolvendo parlamentares que disputam as eleições de 2026. O conteúdo foi comunicado ao senador, que apresentou uma representação criminal.
A partir da investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. A operação foi realizada pela Polícia Legislativa do Senado em conjunto com a Polícia Civil de Minas Gerais.
Aparelhos eletrônicos foram apreendidos no imóvel e deverão passar por perícia. O homem foi conduzido a uma delegacia de Juiz de Fora, prestou depoimento e foi liberado. Portanto, não permaneceu preso após o procedimento.
A Justiça também determinou medidas cautelares contra o investigado. Ele deverá permanecer a pelo menos 500 metros de Flávio Bolsonaro e não poderá se aproximar da residência, do local de trabalho nem dos eventos públicos dos quais o candidato participe.
O suspeito mora a aproximadamente 400 metros do local previsto para o ato de campanha. De acordo com informações policiais divulgadas pela imprensa nacional, existem registros anteriores envolvendo o homem por ocorrências como agressão, lesão corporal e ameaça.
Flávio Bolsonaro tem uma agenda de campanha marcada para esta segunda-feira em Juiz de Fora. A programação prevê uma motociata na cidade onde o ex-presidente Jair Bolsonaro foi atingido por uma facada durante a campanha eleitoral de 2018.
A Polícia Legislativa do Senado realiza a segurança de Flávio durante a campanha presidencial. O senador optou por continuar acompanhado pela equipe da própria Casa, que já era responsável por sua proteção durante o exercício do mandato.
O caso segue sob investigação e tramita em sigilo. O material apreendido será analisado para verificar o contexto da publicação e a possível existência de outros elementos relacionados à suposta ameaça.


