A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou alvo de uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). A ação, apresentada pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), questiona a legalidade da contratação de dois assessores que também atuaram como maquiadores da parlamentar: Índy Montiel e Ronaldo Hass.
Segundo Bilynskyj, os dois profissionais são maquiadores pessoais da deputada e estariam nomeados como secretários parlamentares no gabinete, o que, segundo ele, caracterizaria uso indevido de recursos públicos. “É preciso apurar se há desvio de finalidade nas funções exercidas”, afirmou o deputado em nota.
No entanto, Erika Hilton se manifestou nas redes sociais para rebater a denúncia. Em publicação feita na tarde desta terça-feira (24/06), a deputada classificou o caso como uma “invenção” de adversários da extrema-direita e disse que está sendo alvo de perseguição política e transfobia.
De acordo com Erika, os assessores citados atuam regularmente em funções técnicas no mandato, como acompanhamento de comissões, elaboração de relatórios, briefings e contato com a população. “Estão tentando deslegitimar nosso trabalho com mentiras. É mais um capítulo do uso da máquina pública para nos silenciar”, escreveu.
A controvérsia gerou forte repercussão nas redes sociais e no meio político, dividindo opiniões sobre os limites da contratação em gabinetes parlamentares e os critérios de transparência e finalidade pública.
A Câmara ainda não se pronunciou oficialmente sobre a abertura de eventual processo disciplinar no Conselho de Ética.


