Durante a vistoria, uma idosa teve que ser socorrida pelo Samu; local também abrigava dependentes químicos sem qualquer respaldo legal.
Uma casa de repouso que funcionava de forma clandestina na Estrada do Taboão, em Mogi das Cruzes, foi interditada nesta quinta-feira (3/07) após uma força-tarefa identificar graves irregularidades, incluindo maus-tratos a idosos, ausência de alvará, condições insalubres e acolhimento ilegal de dependentes químicos.
A operação foi realizada em conjunto pela Delegacia do Idoso, Vigilância Sanitária e a Fiscalização de Posturas da Prefeitura. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o local não possuía documentação legal para funcionamento, como CNPJ ou licença da Vigilância. O caso foi registrado na Delegacia do Idoso como crime por expor a perigo a integridade e a saúde das vítimas.
Segundo o boletim de ocorrência, seis idosos estavam no local no momento da inspeção. Uma idosa debilitada precisou ser removida com urgência pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Além disso, foram identificados restos de comida, louças sujas, forte odor de urina, ausência de higiene adequada e nenhuma documentação contratual entre os internos e os responsáveis pelo espaço. Não havia registros de pagamento ou comprovação sobre a destinação dos benefícios previdenciários dos idosos.
Durante a ação, também foram encontrados sete dependentes químicos em situação de vulnerabilidade. A Prefeitura informou que o responsável pelo imóvel terá 24 horas para apresentar documentos que comprovem a reintegração dos idosos e dos dependentes químicos às respectivas famílias.
A Vigilância Sanitária fez a autuação e interdição do espaço, enquanto a Secretaria de Assistência Social foi acionada para prestar suporte aos envolvidos. A polícia seguirá ouvindo familiares para apurar possíveis responsabilizações e investigar se houve desvio de aposentadorias ou negligência prolongada.
A ocorrência levanta alerta sobre a fiscalização de espaços que, sob o pretexto de oferecer cuidados a pessoas vulneráveis, podem estar violando gravemente os direitos humanos.



