Após atos de obstrução no Senado e na Câmara, sessões foram canceladas nesta terça (5/08). Parlamentares protestam contra decisão do STF e exigem votação de projeto de anistia.
A crise política se aprofundou em Brasília nesta terça-feira (5/08), com o cancelamento das sessões no Congresso Nacional, após protestos intensos liderados pela oposição ao governo. O estopim foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No Senado, os parlamentares da oposição ocuparam a Mesa Diretora e realizaram um protesto simbólico, colando esparadrapos na boca. Eles exigem que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), paute os pedidos de impeachment contra Moraes, além de pressionar pela votação do projeto de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Na Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente recém-empossado, também suspendeu a sessão. Segundo ele, a prioridade agora será reunir os líderes das bancadas para rediscutir a pauta do plenário, com base em diálogo e respeito institucional.

Apesar da pressão, Motta destacou que decisões judiciais devem ser cumpridas, evitando comentar diretamente a medida do STF. “Há um processo em curso. Os advogados se manifestam nos autos e os juízes decidem. Cabe a todos respeitar isso”, afirmou.
A expectativa agora se volta para as reuniões de líderes nesta quarta-feira (6/08), onde a oposição deve insistir na tramitação das pautas que considera prioritárias. A situação eleva a tensão entre os Poderes e pode afetar a agenda legislativa nos próximos dias.



