O Brasil perdeu, neste domingo (28), uma de suas artistas mais longevas e marcantes da televisão e do teatro. A atriz e comediante Berta Loran morreu aos 99 anos em um hospital particular de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Nascida em Varsóvia, na Polônia, em março de 1926, Berta foi sobrevivente do Holocausto e chegou ao Brasil ainda criança, aos 9 anos de idade, construindo aqui uma carreira sólida e respeitada.
Com mais de sete décadas de trajetória artística, Berta Loran se consagrou como uma das grandes damas do humor nacional. Estreou na TV Globo em 1966 e participou de programas históricos que marcaram gerações, como Balança Mas Não Cai, Faça Humor, Não Faça Guerra, Planeta dos Homens, Zorra Total, Escolinha do Professor Raimundo e A Grande Família.
Além das atrações humorísticas, também deixou sua marca em novelas e minisséries, incluindo sucessos como Amor com Amor se Paga (1984), Cambalacho (1986), Ti-Ti-Ti (2011), Cordel Encantado (2011) e A Dona do Pedaço (2019), sua última participação na teledramaturgia.
Com sua irreverência, talento e carisma, Berta Loran conquistou o público e atravessou gerações, tornando-se um verdadeiro patrimônio cultural do Brasil. Sua morte encerra um ciclo de quase 100 anos de vida, marcados por superação, resistência e uma contribuição inestimável ao teatro, cinema e televisão.
A causa da morte não foi divulgada pela família até o momento.



