Prefeita Mara Bertaiolli e vereadores de Mogi das Cruzes se unem contra cobrança de pedágio na Mogi-Dutra


Reunião realizada nesta quinta-feira (30/10) resultou em carta aberta ao governador Tarcísio de Freitas; cobrança deve começar neste sábado (1º/11) pelo sistema free flow.

A prefeita de Mogi das Cruzes, Mara Bertaiolli (PL), convocou uma reunião de emergência na manhã desta quinta-feira (30) com vereadores, representantes da sociedade civil e lideranças políticas — incluindo adversários — para discutir as medidas contra a cobrança do pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-088). A reunião culminou na assinatura de uma carta aberta ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pedindo a suspensão imediata da tarifa.

A decisão do governo estadual, anunciada pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e pela concessionária CNL (Concessionária Novo Litoral), prevê o início da cobrança neste sábado (1º/11), através do sistema free flow, que faz a leitura automática das placas dos veículos.

Durante o encontro, realizado no auditório da Prefeitura, Mara criticou a falta de sensibilidade do governo estadual em relação à realidade mogiana. “O governo do Estado não entendeu a importância da cidade de Mogi das Cruzes. A Mogi-Dutra é uma avenida da cidade, construída com recursos locais, e o mogiano não pode pagar para sair e entrar da sua própria cidade. Nós somos contra o pedágio e vamos lutar com todos os meios legais e judiciais para reverter essa decisão”, afirmou a prefeita.

O presidente da Câmara, vereador Farofa (PL), também reforçou a mobilização da cidade e da região contra a cobrança. “O governador não comprou uma briga apenas com Mogi das Cruzes, mas com toda a região do Alto Tietê, que reúne mais de 2 milhões de habitantes. É um absurdo cobrar pedágio em uma via que já foi reformada e entregue antes da concessão”, declarou o parlamentar.

O vice-prefeito, Téo Cusatis (PL), destacou o impacto negativo que o pedágio pode causar em diversos setores da economia local e lembrou que a Mogi-Dutra foi construída com investimentos municipais.

“Quem conhece a realidade da cidade sabe que essa rodovia é praticamente uma avenida urbana. O equívoco é tão grande que o governador deve ter sido mal orientado pela Artesp. Entramos, inclusive, com um mandado de segurança contra a agência, já que nem mesmo as informações solicitadas foram fornecidas à Prefeitura”, disse Téo.

A carta aberta será enviada ainda nesta quinta-feira ao Governo do Estado de São Paulo, reforçando o pedido de isenção da cobrança para os moradores de Mogi.

Paralelamente, a Procuradoria-Geral do Município mantém ações judiciais em andamento. No último dia 13 de outubro, a Prefeitura protocolou uma Ação Civil Pública solicitando a isenção da tarifa aos mogianos. Caso a Justiça paulista não acolha o pedido, o caso poderá ser levado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, o presidente da Câmara anunciou que, na próxima terça-feira (4), será realizada uma sessão extraordinária exclusiva para tratar do tema e deliberar novas ações políticas e jurídicas.

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