A popularização do sistema free flow — modelo de pedágio eletrônico sem cancelas — abriu espaço para uma nova modalidade de golpe digital. Criminosos estão se passando por concessionárias de rodovias e enviando boletos e mensagens falsas por SMS, e-mail ou WhatsApp, cobrando pedágios inexistentes ou duplicados.
O golpe funciona de forma simples, mas eficiente: os fraudadores enviam boletos e links falsificados, muitas vezes com dados reais do motorista e do veículo, para dar credibilidade à cobrança. As mensagens geralmente contêm alertas falsos de pendência e direcionam a vítima a sites clonados, onde são solicitadas informações pessoais e bancárias ou pagamentos via Pix e boleto.
O objetivo é claro: roubar dados e dinheiro dos motoristas que acreditam estar quitando uma tarifa legítima. A prática se aproveita da confusão gerada pelo novo modelo de pedágio, que não possui cancelas e exige o pagamento posterior em canais digitais oficiais.
Como se proteger do golpe do free flow
• 🚫 Desconfie de mensagens e cobranças por WhatsApp, e-mail ou SMS. As concessionárias não enviam boletos nem links de pagamento diretamente aos usuários.
• ✅ Pague apenas pelos canais oficiais:
• TAGs automáticas (Sem Parar, Veloe, ConectCar etc.), que fazem a cobrança de forma automática e segura;
• Site ou aplicativo oficial da concessionária responsável pelo trecho percorrido (verifique sempre o endereço — por exemplo, freeflow.csg.com.br);
• Totens de autoatendimento em bases e postos credenciados.
• ⏰ O prazo para pagamento manual costuma ser de até 30 dias após a passagem. Mensagens com prazos muito curtos ou ameaças de multa imediata são indício de fraude.
• 📞 Em caso de dúvida, entre em contato diretamente com a concessionária ou com a Artesp (0800 727 83 77) para confirmar a autenticidade da cobrança.
O free flow é uma inovação que promete mais agilidade nas estradas, mas exige atenção redobrada dos motoristas. Antes de pagar qualquer boleto ou clicar em links recebidos por mensagem, verifique a fonte e evite cair em golpes.



