O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22/11), em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF informou que a medida tem caráter cautelar, destinada à garantia da ordem pública, e não representa o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses imposta pelo STF em setembro.
Bolsonaro está detido na Superintendência da PF no Distrito Federal, em uma sala especial destinada a autoridades que ocuparam cargos de alta relevância. A prisão ocorreu após Moraes apontar descumprimento das medidas cautelares do regime de prisão domiciliar, vigente desde agosto. Segundo o Centro de Integração de Monitoração do DF, a tornozeleira eletrônica apresentou violação às 0h08 deste sábado, indicando desativação irregular.

Outro ponto considerado por Moraes foi a convocação de uma vigília por parte do senador Flávio Bolsonaro, marcada para ocorrer em frente à casa do ex-presidente no condomínio Solar de Brasília 2. Para o STF e para a PF, a mobilização poderia gerar riscos à segurança e à ordem pública, aumentando a tensão em torno do caso.
Na decisão, Moraes afirmou que há indícios de tentativa de rompimento do monitoramento eletrônico, o que poderia facilitar uma eventual fuga durante a confusão provocada pela manifestação dos apoiadores.
A audiência de custódia foi marcada para 12h deste domingo (23), por videoconferência, ocasião em que será avaliada a legalidade da prisão preventiva e analisados os elementos que levaram à medida. Até lá, Bolsonaro permanece sob custódia da Polícia Federal.



