O secretário estadual de Governo de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta sexta-feira (30) que deve deixar o Palácio dos Bandeirantes nos próximos meses em razão das demandas do ano eleitoral. A declaração foi feita durante evento da Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham).
Segundo Kassab, a saída ainda será discutida com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), já que o acúmulo de funções partidárias pode se tornar incompatível com o cargo no Executivo estadual. “Acho que sim [deixarei o governo], mas isso é uma conversa que vou ter com o governador. Posso deixar ou não deixar. Não tenho projeto pessoal”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de integrar a chapa de reeleição de Tarcísio como vice-governador em 2026, Kassab disse que “seria um privilégio grande” receber o convite, mas ressaltou que não se trata de uma ambição pessoal. Segundo ele, a definição da chapa majoritária caberá ao próprio governador, com participação dos partidos da coligação.
Com longa trajetória política, Kassab foi vice-prefeito de São Paulo na gestão de José Serra e assumiu a prefeitura da capital entre 2006 e 2013. Após o período no comando do município, fundou o PSD, que hoje é uma das maiores siglas do país em número de prefeitos.
Nos bastidores da política paulista, aliados avaliam que a eventual vaga de vice pode fortalecer o PSD no cenário estadual e nacional, especialmente diante da possibilidade de Tarcísio disputar a Presidência da República em 2030, caso seja reeleito governador.
Na quinta-feira (29), Tarcísio de Freitas reafirmou que seu foco é a reeleição ao governo paulista e reiterou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. O governador também comentou a movimentação de lideranças da direita, como a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, destacando a busca por unidade do campo conservador contra o PT no próximo pleito.



