Após terminar o primeiro turno em segundo lugar, presidente reverte a disputa e conquista uma vitória inédita desde a redemocratização. Com 99,9% das urnas apuradas, Lula tem 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% do adversário; Geraldo Alckmin também é reeleito.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25/10), ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. O resultado garante ao petista seu quarto mandato e o segundo consecutivo desde o retorno ao Palácio do Planalto, em 2023. Geraldo Alckmin (PSB) permanece como vice-presidente. Com 99,9% das urnas totalizadas, Lula somava 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% de Flávio.
A vitória representa um marco na história eleitoral brasileira. Desde a retomada das eleições diretas para presidente, em 1989, nenhum candidato havia conquistado a Presidência depois de terminar o primeiro turno atrás do adversário. Em 04/10, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença era de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
Durante a apuração deste domingo, os candidatos alternaram a liderança. Lula começou à frente, foi ultrapassado por Flávio e recuperou a primeira posição por volta das 20h25. A partir daquele momento, manteve a vantagem até a confirmação da vitória. Com 99,89% das urnas contabilizadas, o petista tinha 64.164.036 votos, contra 59.785.521 do adversário, uma diferença de aproximadamente 4,38 milhões.
Lula amplia, assim, seu recorde como o brasileiro eleito mais vezes para a Presidência pelo voto direto. Venceu as disputas de 2002, 2006, 2022 e 2026. Aos 80 anos, completa 81 na terça-feira (27/10). O novo mandato terá início com a posse em 05/01/2027.
O segundo turno também registrou maior participação dos eleitores. A abstenção passou de 21,08% no primeiro turno para 19,21%. Os votos brancos e nulos somaram 3,24%. Esses votos não entram no cálculo dos percentuais atribuídos aos candidatos.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro recebeu 53,85% dos votos válidos. Na capital paulista, porém, Lula venceu com 55,5%. A abstenção no estado ficou em 19,8%, o equivalente a cerca de 6,7 milhões de eleitores que não compareceram às urnas.
O dia de votação foi marcado pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de ampliar o horário de encerramento até as 19h, após relatos de dificuldades no transporte de eleitores. A campanha de Flávio também pediu a extensão em razão das chuvas. A medida alcançou as seções que ainda estavam abertas, sem reabertura das urnas já encerradas.
A reeleição ocorreu após mudanças na campanha petista entre os dois turnos, com reforço da mobilização nas ruas e nas redes sociais. Para o próximo governo, Lula terá de negociar apoio no Congresso e responder a cobranças sobre as contas públicas, o custo de vida e a continuidade das políticas sociais.


