Associados do Clube de Campo de Mogi das Cruzes pedem a intervenção do presidente junto ao Conselho Deliberativo

Em documento formal, advogados e associados solicitam mais transparência, espaço adequado para debates e amadurecimento das propostas antes de nova convocação.

Reportagem exclusiva:

Um grupo de advogados e associados do Clube de Campo de Mogi das Cruzes (CCMC) protocolou, nesta quinta-feira (22/05), um requerimento formal ao diretor-presidente, João Bosco Camargo de Sousa, solicitando a suspensão da nova convocação da Assembleia Geral Extraordinária destinada à votação da proposta de reforma do Estatuto Social.

A medida vem após a tentativa frustrada de realização da assembleia anterior, que ocorreu na quarta-feira (21/05). Segundo o documento, a sessão foi marcada por superlotação no salão privê da sede do clube, inviabilizando a acomodação de todos os associados presentes. “Não houve condições adequadas de acesso, segurança e participação equitativa”, destacam os autores.

O grupo, representado pelos advogados Jonathas Palmeira, Anderson Henriques Hamermuler, José Moreira de Assis e Núria Salvat Valle, aponta que o ambiente da reunião deixou clara a necessidade de mais diálogo e aprofundamento nos temas sensíveis contidos na proposta de reforma estatutária. Eles destacam que muitos pontos ainda não foram suficientemente debatidos com a coletividade e que o processo atual não atende aos princípios de transparência e representatividade.

Entre os principais pedidos feitos à presidência do Clube, estão:
1. Suspensão temporária da nova convocação da assembleia extraordinária;
2. Ampliação do prazo para estudos, debates e aprimoramento da proposta;
3. Promoção de reuniões abertas e temáticas, com ampla divulgação e participação dos associados para discussão ponto a ponto da reforma.

“Entendemos que tais medidas não apenas fortalecerão os pilares democráticos que sustentam a governança do Clube, como também promoverão maior aderência e legitimidade ao futuro estatuto a ser votado”, afirmam no ofício.

Embora reconheçam que o diretor-presidente não tem poder direto sobre as decisões do Conselho Deliberativo, os signatários esperam que ele atue como interlocutor junto ao órgão, em favor da transparência e do fortalecimento institucional.

O pedido reflete o desejo crescente entre os sócios de maior participação e construção coletiva das diretrizes que moldam o futuro do Clube de Campo de Mogi das Cruzes. O presidente do clube, João Bosco Camargo de Sousa, reeleito para o biênio 2024-2025, tem enfatizado a importância do diálogo com os associados. Em declarações anteriores, destacou o compromisso de manter canais abertos de comunicação e promover melhorias contínuas nos espaços do clube.

O ProgramadaMarilei.com.br vai continuar acompanhando os desdobramentos desse movimento e buscará ouvir o presidente João Bosco Camargo de Sousa para entender as perspectivas da diretoria sobre a participação dos sócios nas decisões do clube.

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